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amok

Oct. 2nd, 2003 02:37 pm The Face Of A Woman

Ali Ahmad Said, aliás Adonis, é um grande, enorme poeta. " Songs of Mihyar The Damamscene"...e, entre vários poemas sublimes, tem lá este:

The Face Of A Woman

I dwell in the face of a woman
who dwells in a wave
flung by the tide
to a shore that has lost it s harbor
in its shells.
I live in the face of a woman
who murders me,
who desires to be
a dead beacon
in my blood sailing
to the very end of madness.

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Oct. 1st, 2003 12:08 pm Neura Loira Electro

...ora lá mais uma:
ANTI!

electrocantes.
ela vestiu aquela calça curta nas canelas e rota no rabo às riscas. rosa-electro-choque. o pijama por baixo e ela tambem. bem vestida pra logo à noite e petulante. saiu prá rua, embaraçada com tanta fivela, quase perdia o eléctrico. passou despercebida sem bilhete. fez-se à estação do rossio pra cravar uns electro-trocos. entre uns e outros, lá ia batendo o coro-electro. o eyeliner, a boca-morango e um arderoque like a virgin violada. não deixava ninguem entrar na carruagem sem pingar o neuro. perto das novelectrohoras já tilintavam dozeuros. o funcionário público cai sempre. não pode ver uma gaja despentelhada ao pé da linha do comboio. mil diabretes. vamos ao bairro. já jantava com um maço de cigarros no bolso. mais uma volta ou duas pelo funil de bares e estava garantida pró resto da noite. duran duran electricista. peaches dos marretas. clashomania. entornó gin electro tónico. que se foda a electricidade, já me cortaram a luz. curte mesmo é uma anfetaminazeca e aquela camisola cheia de maus numeros sem soutien. os croquetes da tasca começaram-lhe a cair mal. cairam mesmo, que nem tordos! desmaiados no lago de gold strike que lhe inundava o bucho. electro-vai-lá-vai, que luzes são estas? quem é que deixou o fogão aceso à boca do estômago? vomito-me electro, vá-de-retro. amanhã morro já aqui. ainda dizem que fumar mata! hão-de experimentar as electro passadeiras do campo grande.

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Sep. 26th, 2003 12:18 pm Tirei o pau ao gato

e lembrei-me de uma cãotiga pa bomecês. a próxima é dedicada a toda a malta-cá-do-bairro. obrigado pessoal, chama-se "Slowburn":
"this ain't painless and i certainly ain't stainless
i ain't been stained by any cult or religion
or philosophy or anything like that
i ain't been stained by the things that most people seem to get stained by
you see, i'm not interested in information about anything
i don't even know what you know because you know so much
i walk amongst you but i'm not one of you
only at my weakest do i try to understand
you're anonymous and when i say anonymous i mean myself as well
no one's looking at your face and even if they do
they'll see that your eyes have been replaced with fish eyes
so that you can see right round the sides of your heads
for your own protection
so that you can wink at your assassin
this ain't painless and i certainly ain't stainless
but i haven't been stained by any sense of shame
my zen is a dark place
beyond submission is everything i want
see it doens't matter if they love us or hate us,
just as long as they make us come
my whole life is washed away everytime i blink
everytime i blink i have to start all over again
that's why i insist that the insects drink the blood from my blood shot eyes
leave me dry leave me sore life ain't painless but i wanna see more
i wanna push my face straight through my skull
see what i was never meant to see
i wanna see my body fall in front of a train
i want a beautiful girl to catch my brain
take it home, preserve it in a fish bowl and feed it fish food
but you, you're unidentified and when i say you i mean myself as well
you're unidentified and when they eventually identify you, then you'll be unauthorised,
they'll ban you
they'll pretend they never knew
but me, i'm invisible energy and when i die no-one will remember me
not even me"

2nd Gen

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Sep. 25th, 2003 01:59 am e para o meu querido Amok

dá-lhes!Vinga-te! Põe este mimo na secretária do gajo!
Então, de José de Almada-Negreiros:

Eu quero-te vivo, muito vivo, a sofrer!
Não te despes do alfinete!
Eu abro a janela para não cheirar mal!
Galopa a tua bestialidade
na memória que eu faço dos teus coices,
cavalga o teu insecticismo na tua sela de D.Duarte!
Arreia-te de Bom-Senso um segundo, peço-te de joelhos

Encabresta-te de Humanidade
e eu passo-te uma zoologia para as mãos
pra te inscreveres na divisão dos Mamíferos.
Mas anda primeiro ao Jardim Zoológico!
Vem ver os chimpanzés!
Acorpanzila-te neles se te ousas!
Sagra-te de cu-azul a ver se eles te querem!
Lá porque aprendeste a andar de mãos para o ar
não quer dizer que sejas mais chimpazé que eles!

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Sep. 24th, 2003 03:55 pm abcEdário Do Surrealismo Público

"Cada coisa está no seu lugar, e já ninguem pode falar: cada sentido paralisava-se e quem fosse cego era mais digno que nós.
Levaram-nos a visitar fábricas de sonhos baratos e os armazéns repletos de dramas obscuros. Era um cinema magnífico em que os papéis eram desempenhados por antigos amigos. Perdíamo-los de vista e íamos reencontrá-los sempre no mesmo lugar. Davam-nos guloseimas apodrecidas e nós contávamos-lhes as nossas felicidades esboçadas. De olhos fixos em nós, eles falavam: podemos de facto lembrar-nos dessas palavras ignóbeis, dos seus cantos adormecidos?
Nós demos-lhes o nosso coração que era apenas uma canção pálida.

..."Suspensas das nossas bocas, as lindas expressões encontradas nas letras não têm visivelmente nada a recear dos diabolos dos nossos corações, que nos vêm de tão alto quão incontáveis são os seus golpes. É à luz do brilho do fio de platina que atravessamos este desfiladeiro azulado no fundo do qual jazem cadáveres de árvores desfeitas e de onde sobe o odor dos creosotos que se diz serem bons para a saúde."
André Breton et Philippe Soupault
Les Champs magnétiques (excerto)

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Sep. 24th, 2003 03:28 pm Doutor, Doutor, Doutor,

mas qual punk?! aquilo era " just a punch"... p'los vistos, bem dado. tenho pena mas não assisti ao final. certo é: isto melhorou a olhos vistos. muito por culpa do stephen king e do roux. ai que belas postas! folhear o pastilhas, é mais disto. e lamber tudo à lingua-sem-papas da Beatriz, a reguila da franjinha. mordiscai-nos uns aos outros, como vos mordiscais a vós própios.

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Sep. 24th, 2003 03:28 pm

</script>

  Isto Pode Estar A Ficar "Punk" Mas Não É Razão Para Não Nos Portarmos Bem - Por Favor!
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Sep. 23rd, 2003 04:57 pm hoje no pastilhas

ó meu amigo:

vai pá c*** da tua prima.
» amok, 2003-09-23 (17:03)

adeus ó vai-te embora...

Cid Vicious
» amok, 2003-09-23 (17:00)

Stones

Proposta:

Porque não um duo tipo Marco Paulo e Quim Barreiros?
» Rocco, 2003-09-23 (16:57)

Stones vs Jose Cid

Se o José Cid fizesse a abertura, pelo menos tinhamos alguém "jovem" a representar...
» fuiembora, 2003-09-23 (14:22)

pastilhas vs rolling stones

aí o pessoal-passado das dt's da av.roma, malta dos olivais, pessoal do barreiro, infoexcluidos, adeptos do futebol, pessoal das touradas, quem vai aos stones?
» amok, 2003-09-23 (14:17)

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Sep. 19th, 2003 11:56 am A loja do Tomé

não consigo. trago o coração na boca e a vontade de o vomitar. despejar esse monstro pegajoso de carne e sangue na cabeça calva de um homem mau. lançar com força um monte de vísceras meio decompostas e manchar com verde-fel as camisas façonnable. gostava de ser criança agora e pintar com canetas de feltro uma mão cheia de nomes do piorio sobre o seu livro de cheques. raptar a criatura, proporcionar-lhe tal desorientação, esconder-lhe todas as pistas sobre tempo e espaço. deixá-lo entregue a um pelotão de ninfomaníacas durante uma semana e depois soltá-lo numa prisão qualquer de alta segurança. fazer-lhe uma inscrição surpresa no paris-dakkar com partida do meio do deserto, mais o seu potente jaguar. esventrar-lhe a boca do estomago com uma furiosa dose de rojões à minhota. e no cio, oferecer a sua bonita cadela branca de uma raça qualquer bué esquisita a uma matilha de são bernardos com mais de 15 anos e ainda virgens. arranjar-lhe um programa com 6 meses de férias na áfrica do sul, internado num hotel para refugiados nazis do antigo regime, com participação obrigatória nos intensivos de preparação física e militar, qual recruta. e tu, o que é que achas? depois disto achas que este homem ainda merecia viver?
não me parece!
logo mais será mais uma noite fria.
tudo pode acontecer.
Ass:
johni killer sherlock

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Sep. 16th, 2003 05:13 pm de novo

de novo, muito pouco.
como um choro. lamúria de fúria, de raiva pequenina, de merda. toda esta merda. e mais isto. ainda por cima, mais isto. mato-me aos poucos. hara kiri lento. uma especie de alheamento, alienação. uma pausa que se estende, que me faz entretanto. os dias com o sabor do nada. amargo. da modorra. e ainda esta merda toda. tragam-me de volta. por mais que puxe por mim, pioro ainda as coisas. digo-me que não sou de voltar costas e volto atrás. resisto, insisto. por cada dia que passa atiro-me pra cada vez mais longe. ficando fora de pé, fora de mim. sinto que me deixo. por um capricho, uma arrogancia mesquinha. quanto valerá a honra? que honra? qual honra?

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Sep. 16th, 2003 04:01 pm

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Sep. 12th, 2003 03:29 pm One For The Road...

This age old saying comes from the days of public hangings. On the day of execution the condemned man would be taken from the prison and driven down the main thoroughfare of the town through screaming crowds, to the gallows.

It was customary at the time for him to be given a drink from every ale house that stood between him and the rope, (which could be as many as twenty) the intention being to make the poor soul completely bladdered before reaching the rope, thus making his passing easier. Hence, 'One for the road'.

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Sep. 10th, 2003 11:29 am Bom dia Lisboa

tirem-me daqui. debaixo do sol. vou ser aumentado... no desemprego. será que a segurança social ainda dá fundo?

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Sep. 9th, 2003 12:10 pm só mais uma do Raul - Fool's Gold

Ouro de Tolo

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou o dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz porque
Consegui comprar um Corcel 73
Eu devia estar alegre e satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa
Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isto uma grande piada
E um tanto quanto perigosa
Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
Porque não foi fácil conseguir
E agora eu me pergunto: E daí?
E tenho uma porção de coisas grandes
Prá conquistar, eu não posso ficar aí parado
Eu devia estar feliz pelo Senhor
Ter me concedido o domingo
Prá ir com a família ao jardim zoológico
Dar pipoca aos macacos
Ah, mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco
É você olhar no espelho
Se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo
Limitado, e que só usa dez por cento de sua
cabeça-animal
E você ainda acredita que é um doutor
Padre ou policial
E que está contribuindo com sua parte
Para o nosso belo quadro social
Eu é que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada
Cheia de dentes, esperando a morte chegar
Porque longe das cercas embandeiradas
que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora
Dum disco voador

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Sep. 9th, 2003 11:39 am Last Night Pastilhas Saved My Life



encontrei o meu LP do Raul Seixas. Li outra vez as letras engraçadas. Há uns tempos fiquei completamente lixado qao descobrir que quem escrevia as letras para o Maluco Beleza do Raul era o Paulo Coelho. Bolas! Eu detesto o gajo. Emprestaram-me uma vez um livro que eu devolvi sem nunca ler. Então o sacana aparece-me nas letras do Raul que eu trauteava há não sei quantos anos.Cada ironia!
O Dia em que a Terra Parou

Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei...
Com a dia em que a terra parou
Com a dia em que a terra parou
Foi assim num dia que todas as pessoas
Do planeta inteiro resolveram que ninguém
ia sair de casa, como que fosse combinado
E em todo o planeta naquele dia
ninguém saiu de casa, ninguém
O empregado não saiu pro seu trabalho
Pois sabia que o patrão também não tava lá
Dona de casa não saiu prá comprar pão
pois sabia que o padeiro também não tava lá
E o guarda não saiu para prender
Pois sabia que o ladrão também não tava lá
E o ladrão não saiu para roubar
Pois sabia que não ia ter onde gastar
No dia em que a terra parou...
E nas igrejas nenhum sino a badalar
Pois sabiam que os fiéis também não tavam lá
E os fiéis não saíram prá rezar
Pois sabiam que o padre também não tava lá
E o aluno não saiu para estudar
Pois sabia que o professor também não tava lá
E o professor não saiu prá lecionar
Pois sabia que não tinha mais nada prá ensinar
No dia em que a terra parou...
O comandante não saiu para o quartel
Pois sabia que o soldado também não tava lá
E o soldado não saiu pra ir pra guerra
Pois sabia que o inimigo também não tava lá
E o paciente não saiu pra se tratar
Pois sabia que o doutor também não tava lá
E o doutor não saiu pra medicar
Pois sabia que não tinha mais doença pra curar
No dia em que a terra parou...
Essa noite eu tive um sonho de sonhador
Maluco que sou acordei!!!
No dia em que a terra parou...
No dia em que a terra parou...
No dia em que a terra parou...
Eu acordei no dia em que a terra parou

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Sep. 4th, 2003 06:54 pm ó meu amigo...

a vida é de chorar a rir. nunca vi ninguem ousar da expressão "é de rir a chorar". máxima do saber popular.
eu até adoro gargalhar! e concerteza, estou perfeitamente convencido de que a vida é uma tragico-comedia. podes-te rir à vontade que estamos todos fodidos na mesma. quando te andarem a lixar (não gosto de usar palavrões), já sabes, sorri!
» amok, 2003-09-04 (18:54)

???????

caro amok,
não se brinca com coisas sérias? quem é que lhe disse tamanha ignominia? claro que se brinca com coisas sérias, basta olhar para a obra monumental dos Monthy Python para se constatar isso mesmo; que a própria vida não é senão uma tragico-comédia num único acto e que se não nos soubermos rir dela estamos fodidos. o próprio Ian expressa bem esse humor tétrico nas suas letras, por exemplo em Isolation. o humor não salva, mas ressalva (máxima inspirada em Herberto Hélder.
» Lovecraft, 2003-09-04 (17:50)
in http://www.pastilhas.com

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Sep. 4th, 2003 05:25 pm Curtis, R.I.P.

ó Lovecraft, se não fosse este raiozito de sol frouxo a entrar aqui pela janela, eu jurava que hoje vi o crepúsculo voltar mais cedo. no comboio das 17.
não se brinca com coisas sérias. Curtis R.I.P.

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Sep. 4th, 2003 02:29 pm Antonino?

já agora, na nostalgia de outros tempos, venho pedir ajuda aos pastilhados:
- alguem lembra uma lenga lenga/ cantilena/ historinha do Antonino, o menino que não queria ir à escola porque tinha medo do mestre?
era uma coisa realmente triste e pesada. tupo cantigas de fazer chorar as crianças. só me lembro do verso "Antonino vai à escola..."
p.s. é urgente, uma preciosa ferramenta em falta nos trabalhos de amok

1 comment - Leave a comment

Sep. 4th, 2003 11:17 am Antonino?

Obrigado Maria das Flores. O Antonino era o protagonista de uma canção pra putos. A história relatava a tristeza de um miúdo que não gostava de ir à escola porque levava porrada do professor. O Antonino creio que já albergava um deliquente juvenil. O professor acabava por simbolizar a sociedade opressora. Mais não sei. Sei que os versos eram ainda mais duros que as letras do Ian Curtis.
Aproveito pra lhe dizer que a menina tem um belo nick!

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Sep. 3rd, 2003 01:11 pm O problema obsceno e a hora de almoço

the captain is out to lunch and the sailors have taken over the ship
Bukowski
» amok, 2003-09-03 (13:11)

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